sexta-feira, 21 de maio de 2010

O educador musical deve agregar conhecimentos de variadas áreas bem como estar disposto a experimentar variadas possibilidades.

O educador musical realiza múltiplas funções. Precisa estar atento a muitos aspectos que envolvem sua tarefa de educar musicalmente. Para cada situação, será fundamental desenvolver habilidade de planejamento, encontrar meios de experimentação e ser flexível nas suas propostas.
Quando se propõe a alfabetizar musicalmente deve atentar para todo o processo que envolve o aluno nessa etapa. Para tanto o conhecimento de estudos nessa área são imprescindíveis.
Pesquisando como o conhecimento gerado pelos educadores esclarece a transposição dos conceitos estudados para a área de música. Conhecer como a criança em processo de alfabetização assimila as informações e interpreta textos escritos, antes mesmo de compreender a relação intrínseca entre letras e sons.
Estudar autores como Emilia Ferreiro, psicóloga, especialista no estudo dos problemas da alfabetização, que utiliza os resultados da psicolingüística contemporânea e a teoria psicológica e epistemológica de Piaget, que demonstra o modo como a criança constrói diferentes hipóteses acerca do sistema de escrita, antes de chegar a compreender as hipóteses das bases que o sustentam.

Suas pesquisas apontam para as dificuldades lingüísticas, ortográficas, fonaudiológicas encontrada em crianças das séries iniciais.

Aborda o tema cognitivo envolvido na relação entre o todo e as partes, mostrando de que modo a criança em processo de alfabetização assimila relativamente informações disponíveis e interpreta textos escritos, antes de compreender a relação intrínseca entre letras e sons;
Atenta para o problema da falta de homogeneidade entre expressão oral e escrita, evidenciando que os recursos gráficos geram um espaço de significações que não são mera “codificação” da oralidade;

Deve estar atento a outras linguagens artísticas, Por exemplo: se, em uma turma, o tema central das aulas de artes está sendo a pintura expressionista, o professor poderá formular seu planejamento afinando-se a este tema, tentando encontrar na música os paralelos daquele modelo estético.
Conhecer a legislação federal, estadual e municipal, as diretrizes, os parâmetros curriculares e a matriz curricular da escola em que está trabalhando.
Estar em sintonia com os muitos recursos didáticos à disposição do professor de música como as gravações e os instrumentos musicais, imagens, fita cassete, o disco de vinil, o CD (Compact Disc), o MD (Mini Disc) e o MP3 player ,softwers para editoração de partituras, gravações, etc.

A educação musical se faz em sintonia com o mundo em que rodeia o aluno. Não dá para dissociar o aluno da sua realidade social, econômica, familiar. Para tanto o educador musical deve estar atento a muitas áreas distintas. Cada turma tem um histórico diferente. Pode ser de crianças, adultos, melhor idade, numa comunidade religiosa, numa entidade para pessoas carentes, até hospitais infantis, atuando junto com atores como os doutores da alegria. E para tanto o educador deve possuir conhecimentos variados para conhecer melhor cada aluno, cada realidade e poder extrair o que cada um tem de melhor dentro de si. Sendo assim ele estará pronto a experimentar as muitas possibilidades de atuação. Não há uma linha reta para se chegar a um processo de educação, tanto musical quanto a formal.
Como o rizoma (um tipo de caule que cresce horizontalmente passando por diferentes pontos subterrâneos), termo emprestado da Botânica e ampliado pelos filósofos Deleuze e Guattari (1996), passou a integrar vários dialetos, do cinema à cibernética e – por que não – à música (Borges e Fontes, 2005; Kreinz, 2004, entre outros).A metáfora tem como fundamento a multiplicidade. Sugere uma rede de idéias com inúmeras possibilidades que podem se conectar a outras em múltiplas direções conforme vão aparecendo oportunidades. É um processo, aberto, alterável, modificável, sempre em construção.
Na educação, essa imagem projeta um currículo flexível, apto a aceitar diversas configurações pedagógicas. Ou seja, rizoma simboliza uma concepção curricular aberta. Provoca ligações não lineares entre os conteúdos, convidando à experimentação.
Weichselbaum trouxe a idéia para a educação musical (2002), e Santos (2001) discutem questões curriculares a partir de incursões ao pensamento rizomático. Educadores musicais devem trabalhar no sentido de construir uma identidade epistemológica. Essa disciplina tem conteúdos, técnicas e procedimentos próprios, consistentes e coerentes. É preciso ter algum norte. É preferível pensar em um currículo flexível, arejado, com um professor alerta o suficiente para aproveitar oportunidades de aprendizado em todo lugar. Direcionando para assegurar a aprendizagem de conteúdos e procedimentos fundamentais da educação musical.
Referências

FURLAN, Lenita Portilho; FONTERRADA, Maria Trench. O PROCESSO INICIAL DO DESENVOLVIMENTO DA HABILIDADE. In: ANPPOM15., 2005, São Paulo. Um paralelo com a psicogênese da língua escrita. São Paulo: Unesp, 2005. p. 1 - 7.

ROMANELLI, Guilherme. O Planejamento no Estágio de música: Desafios e sugestões. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2008.

FRANÇA, Cecília Cavalieri. Do Discurso Utópico ao Deliberativo: Fundamentos, Currículo e Formação do Docente para o ensino da música na escola regular. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2008.

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